
{"id":92,"date":"2013-01-10T02:05:52","date_gmt":"2013-01-10T02:05:52","guid":{"rendered":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=92"},"modified":"2015-09-11T19:21:00","modified_gmt":"2015-09-11T19:21:00","slug":"djalma-lima-vida-de-jazzman-por-marcelo-jesuino","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=92","title":{"rendered":"Djalma Lima \u2013 Vida de Jazzman (por Marcelo Jesu\u00edno)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Djalma-Foto-620x270-1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-93\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Djalma-Foto-620x270-1.png\" alt=\"Djalma-Foto-620x270 (1)\" width=\"620\" height=\"270\" srcset=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Djalma-Foto-620x270-1.png 620w, http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Djalma-Foto-620x270-1-300x131.png 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Lan\u00e7ando seu novo cd intitulado &#8220;Quinteto&#8221;, Djalma Lima conta um pouco sobre sua trajet\u00f3ria e como foi o processo de seu novo trabalho.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O guitarrista Djalma lima \u00e9 professor da faculdade de m\u00fasica Can- tareira desde 2004, graduou-se no Musician Institute (GIT, los Ange- les, EUA) em 1995 tendo aulas particulares de instrumento com nomes como Ted Greene e Steve Cardenas. O guitarrista concentra suas ati- vidades na \u00e1rea da m\u00fasica instrumental tendo tocado com o lend\u00e1rio saxofonista lee Konitz no Chivas Jazz Festival em 2003. Hoje Djalma atua junto \u00e0 Big Band Soundscape, o grupo do baterista Bob Wyatt, al\u00e9m de seus pr\u00f3prios grupos, o Djalma lima Trio e Quinteto.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>1. Voc\u00ea \u00e9 mais conhecido no meio como um guitarrista voltado a lingua- gem do Jazz, mas tamb\u00e9m tem grande atua\u00e7\u00e3o em projetos voltados a m\u00fasica brasileira, como se deu este processo?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basicamente o fato de ser mais conhecido como guitarrista de jazz tem a ver com a grande liga\u00e7\u00e3o que tenho com o baterista Bob Wyatt. Conheci o Bob em 2000, tocamos juntos em uma ocasi\u00e3o e nesta mesma \u00e9poca a Soundscape estava precisando de um guitarrista para substituir o Alexandre Mihanovich em algumas ocasi\u00f5es. Ele pegou o meu telefone e iniciamos uma s\u00e9rie de trabalhos juntos e uma conex\u00e3o muito forte surgiu entre n\u00f3s dois. Muitos dos trabalhos que exer\u00e7o hoje foi o Bob quemme indicou, como o da Faculdade Cantareira. Venho aproveitando desde ent\u00e3o a oportunidade de trabalhar com ele e terminei ficando conhecido por estes trabalhos que s\u00e3o prioritariamente voltados ao jazz. No entanto em paralelo aos projetos com o Bob, tamb\u00e9m j\u00e1 participei de trabalhos mais ligados a m\u00fasica instrumental brasileira, como o grupo liderado pela flautista l\u00e9a Freire, que gravou os discos \u201cAntologia da Can\u00e7\u00e3o Brasilei- ra\u201d volumes Um e Dois e o grupo do trombonista Bocato, com o qual tive a oportunidade de tocar em Moscou. Al\u00e9m disto j\u00e1 havia tocado com outros nomes significativos da m\u00fasica instrumental brasileira, como o saxofonista Man\u00e9 Siveira, o baterista Nen\u00ea e a pianista Silvia G\u00f3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>2. Atualmente voc\u00ea esta em atividade em diversos projetos. Quais s\u00e3o eles?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento os trabalhos que est\u00e3o em atividade s\u00e3o o meu trio com Bob Wyatt e Bruno Migotto no contrabaixo e o meu quinteto, que \u00e9 a mesma cozinha mais os saxofonistas C\u00e1ssio Ferreira e Vitor Alc\u00e2ntara.Desejo registrar ambos em disco ainda este ano. A Soundscape Big Band continua em atividades e tamb\u00e9m participo do grupo Blue Seven do Saxofonista israelense naturalizado em Nova Iorque Ohad Talmor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este trabalho come\u00e7ou em 2002 como um tributo ao Dexter Gordon idealizado pelo Ohad e pelo saxofonista Dennis lee. Nesta \u00e9poca o Ohad foi assistir a um show da Soundscape e nos conhecemos l\u00e1. No ano seguinte ele me convidou para participar de alguns shows com o noneto do saxofonista lee Konitz que aconteceriam no Chivas Jazz Festival de 2003. Em 2004 o Ohad retornou ao Brasil para uma nova s\u00e9rie de shows com o Blue Seven, o qual eu ainda n\u00e3o fazia parte, mas sempre que ele vinha, form\u00e1vamos outros grupos para realizar shows em forma\u00e7\u00f5es menores. Em 2009 o Blue Seven grava seu segundo disco e o Ohad me convida para participar de 4 faixas. Ap\u00f3s a grava\u00e7\u00e3o terminei entrando para o grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>3. Como se deu o processo de composi\u00e7\u00e3o do seu disco mais recente?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das composi\u00e7\u00f5es do disco \u201cQuinteto\u201d tem o objetivo de desviar a aten\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel melodia principal atrav\u00e9s do uso do contraponto. Na m\u00fasica popular apesar do contraponto ser comu- mente usado, \u00e9 uma constante a presen\u00e7a de uma melodia tida como principal. Eu tentei evitar isto. Entre 2000 e 2005 estudei harmonia, composi\u00e7\u00e3o e contraponto com o saudoso professor Ricardo Rizek, o que me aproximou um pouco mais da m\u00fasica eru- dita. Nesta mesma \u00e9poca, eu estava escutando muito discos de jazz \u201ccontempor\u00e2neo\u201d como os do baixista Dave Holland, que utiliza bastante contraponto em suas composi\u00e7\u00f5es. Como sempre tive dificuldade em escrever uma melodia, escrever em contraponto foi uma solu\u00e7\u00e3o interessante para mim. O disco foi todo composto entre 2003 e 2005, mas as composi\u00e7\u00f5es foram se modificando a medida que as trazia para o grupo tocar. Gravamos o disco em julho de 2008 e lan\u00e7amos em dezembro do mesmo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>4. Quais s\u00e3o os seus projetos para o futuro?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje quando ou\u00e7o o disco \u201cQuinteto\u201d acho que foi dada muita \u00eanfase nas composi\u00e7\u00f5es, nas vozes mel\u00f3dicas e suas nu\u00e2ncias. No pr\u00f3ximo trabalho do quinteto quero que a guitarra tenha um pouco mais de destaque, desde o timbre at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o mais ativa na execu\u00e7\u00e3o dos arranjos. Compus as m\u00fasicas do \u201dQuinteto\u201d sem pensar no aspecto improvisat\u00f3rio delas, eu estava voltado exclusivamente para a composi\u00e7\u00e3o. Consequentemente as harmonias destas m\u00fasicas surgiram de forma menos convencional, resultando em progress\u00f5es n\u00e3o t\u00e3o usuais. No pr\u00f3ximo disco buscarei dar mais liberdade harm\u00f4nica para os m\u00fasicos improvisarem. Este \u00e9 tamb\u00e9m o motivo pelo qual quero lan\u00e7ar um novo disco em trio, voltado a \u201cstandards\u201d, para tocar mais relaxado. Meu primeiro disco, que foi gravado em trio, vai fazer 10 anos, e gostaria de lan\u00e7ar um novo dis co no mesmo formato para comemorar. Uma esp\u00e9cie de segunda chance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>5. Voc\u00ea \u00e9 conhecido como um professor renomado h\u00e1 muito tempo. Como se deu o seu envolvimento com o ensino de m\u00fasica?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltei do GIT em 1995, no ano seguinte comecei a tocar no circuito de m\u00fasica instrumental paulistano e j\u00e1 dava algumas aulas particulares. Por volta dessa \u00e9poca, conheci o multi instrumentista Sandro Haick que em 1998 me indicou para dar aulas no IG&amp;T. No mesmo ano comecei a dar aulas no Souza lima sob indica\u00e7\u00e3o do amigo e guitarrista Michel leme. A partir dai dar aulas passou ser a minha principal fonte de renda. Ainda em 1998 fui convidado para dar au- las nos festivais de Maring\u00e1 e londrina, o qual voltei muitas vezes assim como o festival de Ourinhos. Em 2004 comecei a dar aulas na Escola Superior de M\u00fa- sica da Faculdade Cantareira, como disse, indicado pelo Bob. O curso \u00e9 focado em Jazz e m\u00fasica brasileira. Mantenho tamb\u00e9m uma sala onde dou aulas de guitarra e harmonia particular e em grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>6. Voc\u00ea vem atuando no circuito de m\u00fasica instru- mental desde 1996. Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o deste circuito hoje?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca em que estava come\u00e7ando o meio estava bem mais ativo. Nos sa\u00edamos de casa para ver quem estava realmente tocando na noite. Hoje n\u00e3o vejo isto acontecer. Apesar de ter mais gente tocando bem, existem poucos lugares para se tocar e mesmo estes poucos lugares permanecem vazios. Acho que o acesso a internet trouxe uma op\u00e7\u00e3o para que as pes- soas possam n\u00e3o sair de casa e ainda assim ter acesso a m\u00fasica do mundo todo. O garoto pode escolher entre sair de casa para ver um grupo local de destaque, encarar o tr\u00e2nsito, a viol\u00eancia e o custo, ou assistir a v\u00eddeos de seus m\u00fasicos favoritos no youtube. Por um lado, para tirar as pessoas de casa agora \u00e9 preciso oferecer um trabalho de n\u00edvel alt\u00edssimo, e isso \u00e9 bom. De outro lado, esta realmente dif\u00edcil despertar o interesse das pessoas pela m\u00fasica instrumental. N\u00f3s m\u00fasicos, continuamos na luta.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ando seu novo cd intitulado &#8220;Quinteto&#8221;, Djalma Lima conta um pouco sobre sua trajet\u00f3ria e como foi o processo de<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/92"}],"collection":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=92"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/92\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":227,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/92\/revisions\/227"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/224"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=92"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=92"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=92"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}