
{"id":336,"date":"2013-06-10T22:50:54","date_gmt":"2013-06-10T22:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=336"},"modified":"2015-09-11T22:53:57","modified_gmt":"2015-09-11T22:53:57","slug":"kleber-k-shima-tecnica-a-servico-da-musica-por-rafael-ferraz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=336","title":{"rendered":"Kleber K. Shima \u2013 T\u00e9cnica a servi\u00e7o da m\u00fasica (por Rafael Ferraz)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC_3134.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3287 aligncenter\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC_3134.jpg\" alt=\"DSC_3134\" width=\"583\" height=\"388\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Com uma longa carreira no mercado nacional, seja como professor, transcripter, com sua banda Hot Rocks, Kl\u00e9ber sempre est\u00e1 acompanhado de equipamentos de primeira e de uma flu\u00eancia t\u00e9cnica de gente grande. Mas nem s\u00f3 de t\u00e9cnica vive o m\u00fasico. E \u00e9 isso o que ele nos mostra no disco \u201cAurea\u201d. Belas composi\u00e7\u00f5es com belas melodias. O bacana do disco \u00e9 que s\u00e3o m\u00fasicas que parecem ter uma letra, embora, obviamente sendo instrumental, voc\u00ea n\u00e3o ouvir\u00e1 vocais, mas a sensa\u00e7\u00e3o que temos \u00e9 de estar ouvindo uma can\u00e7\u00e3o. E isso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de conseguir, ainda mais se tratando de guitarra rock instrumental, onde o p\u00fablico sempre espera o velho exibicionismo de sempre. N\u00e3o foi por esse caminho que K.Shima optou caminhar. E isso s\u00f3 trouxe vantagens para o resultado final, como voc\u00eas poder\u00e3o conferir ao ouvir o disco.<\/em><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Kleber, pra gente come\u00e7ar, o que te deu o \u201cstart\u201d para decidir come\u00e7ar a trabalhar esse disco?<\/strong><br \/>\nLogo ap\u00f3s o lan\u00e7amento do primeiro CD (Anamorphose, de 2006), as pessoas come\u00e7aram a perguntar quando eu iria gravar o segundo, mas como tenho que cuidar da minha escola, o Instituto Musical IMKS, fazer tr\u00eas a quatro shows por semana, escrever colunas para revistas e fazer outras atividades musicais, deixei as composi\u00e7\u00f5es de lado por um tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso mudou quando eu iniciei o projeto \u201cTributo Aos Her\u00f3is da Guitarra\u201d em 2009. Chamei o baterista Fernando Porto, o baixista Bruno Ladislau e o tecladista Rene Sanches e a qu\u00edmica acabou acontecendo, pois no meio dos ensaios faz\u00edamos jam sessions bem interessantes. Esse foi o \u201cstart\u201d principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A necessidade de ter um material para apresentar em workshops e apresenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pesou e isso agilizou o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos gravando no Creative Studios, com o famoso produtor Ricardo Nagata, que infelizmente faleceu durante a grava\u00e7\u00e3o. Recome\u00e7amos do zero no est\u00fadio Art Brasil, do guitarrista Omar Campos (guitarrista do Oswaldinho do Acordeon e ex-professor da ULM) pela facilidade de ser no mesmo quarteir\u00e3o da minha casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Como \u00e9 para voc\u00ea o processo de composi\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s vezes eu ligo a guitarra sem pensar em nada e come\u00e7o a tocar de forma intuitiva at\u00e9 surgir algum riff ou lick interessante e uso o gravador do celular s\u00f3 pra registrar essas ideias. Depois de uns dias eu ou\u00e7o de novo , separo o que me agrada e vou desenvolvendo outras partes. Nessa hora o conhecimento te\u00f3rico ajuda bastante, pois voc\u00ea consegue dar a continuidade nas ideias, assim como criar varia\u00e7\u00f5es, modula\u00e7\u00f5es, harmonizar de v\u00e1rias formas sem depender exclusivamente da inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre ando com um caderno pautado onde eu escrevo as minhas ideias. Gosto do papel, do manuscrito, de escrever na partitura. Talvez por causa da faculdade, adquiri essa cultura da m\u00fasica erudita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu busco fazer da maneira mais org\u00e2nica poss\u00edvel. S\u00f3 uso o computador na hora de fazer a pr\u00e9 produ\u00e7\u00e3o e testar overdubs , harmoniza\u00e7\u00f5es e camadas de guitarras mas se eu pudesse, gravaria tudo em anal\u00f3gico, com fita de rolo!<a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3286 alignleft\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Capa.jpg\" alt=\"Capa\" width=\"199\" height=\"199\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O que voc\u00ea considera especial nesse m\u00e9todo de grava\u00e7\u00e3o, e se voc\u00ea acha que um dia a tecnologia vai atingir aquele efeito org\u00e2nico que t\u00ednhamos e ouv\u00edamos nas bandas antigas?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sou especialista no assunto, mas como vivenciei as duas \u00e9pocas (vinil e cd) e j\u00e1 gravei nos dois sistemas (rolo e Pro Tools), posso dizer com certeza que o som anal\u00f3gico para mim \u00e9 muito melhor, sendo que o mercado optou pelo som digital apenas pela praticidade, pois num disco de vinil todas as frequ\u00eancias e todos os harm\u00f4nicos gerados na grava\u00e7\u00e3o permanecem intactos, mas quando o sinal \u00e9 convertido para o digital, toda a riqueza e profundidade v\u00e3o embora. Esses harm\u00f4nicos n\u00e3o podem ser transferidos no momento da convers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso ouvido por natureza \u00e9 anal\u00f3gico, nosso organismo aceita melhor o som anal\u00f3gico e o ser humano consegue ficar exposto durante mais tempo no som anal\u00f3gico. J\u00e1 fizeram esse teste em discotecas, os lugares onde o som era de cd, as pessoas iam embora mais cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que as pessoas est\u00e3o percebendo isso e as vendas de vinil est\u00e3o aumentando no mundo inteiro em ritmo exponencial. At\u00e9 no Brasil j\u00e1 temos se\u00e7\u00f5es de vinil nas grandes lojas. Isso \u00e9 bom, pois valoriza a arte da capa, inibe a pirataria, se ouve com mais qualidade, enfim, \u00e9 uma cultura que os mais jovens ainda n\u00e3o conhecem. Quem j\u00e1 gravou no sistema anal\u00f3gico e quem j\u00e1 ouviu discos de vinil num bom toca discos e num amplificador valvulado, sabe o que eu estou falando. \u00c9 a mesma coisa que tocar num pedal que simula um amp car\u00edssimo e depois tocar nesse amp car\u00edssimo de verdade. O som digital \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o, uma amostra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho dif\u00edcil a tecnologia conseguir atrav\u00e9s de c\u00f3digos bin\u00e1rios 0 e 1, reproduzir toda a riqueza e detalhes que o som anal\u00f3gico reproduz. Em termos de qualidade, a \u00fanica coisa que supera o som anal\u00f3gico \u00e9 ouvir a m\u00fasica ao vivo. Isso nenhuma tecnologia ir\u00e1 substituir!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Apesar da atmosfera roqueira do disco, h\u00e1 tamb\u00e9m uma mistura bacana de ritmos, inclusive ritmos brasileiros. Fale um pouco sobre esse conceito.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, apesar de me considerar um guitarrista de rock, eu comecei tocando chorinho no cavaco porque meu primeiro professor s\u00f3 tocava esse estilo. Como eu tinha apenas oito anos e ele era o \u00fanico que a minha fam\u00edlia conhecia, foi com ele mesmo. O rock eu ia tirando por conta, de ouvido mesmo! S\u00f3 com 15 anos comecei a estudar s\u00e9rio, com Andres Cassis, um guitarrista de fusion. Com ele aprendi a ler partitura, estudar harmonia, conheci Mike Stern, John Mclaughlin, Scott Henderson e outros guitarristas do g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na faculdade e na ULM tamb\u00e9m me aprofundei na m\u00fasica erudita e no jazz, e isso reflete muito no meu jeito de tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a variedade, creio que hoje as pessoas se interessam mais pelas m\u00fasicas avulsas do que pelos \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma pena pois bem pouco tempo atr\u00e1s, ainda existia o culto ao \u00e1lbum, ao conjunto da obra, ao \u00e1lbum conceitual, eu ia na galeria do rock ou na Woodstock Discos e ficava horas admirando a arte da capa e era comum ouvir um disco na \u00edntegra prestando aten\u00e7\u00e3o em cada detalhe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dias de hoje, se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil fazer uma pessoa parar pra ouvir um \u00e1lbum instrumental, imagina um \u00e1lbum instrumental inteiro do mesmo estilo, eu mesmo n\u00e3o teria paci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha meta n\u00e3o \u00e9 mostrar minhas habilidades como instrumentista, mas sim de mostrar as composi\u00e7\u00f5es e mostrar os estilos que eu gosto, seja rock progressivo, chorinho, trash metal, blues, country ou jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa variedade tamb\u00e9m faz parte da minha forma\u00e7\u00e3o. No Brasil, quem opta em viver de m\u00fasica e tem uma fam\u00edlia pra sustentar, sem depender do sustento dos pais, tem que tocar de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meu caso, al\u00e9m de tocar, sou produtor art\u00edstico (meu \u00faltimo trabalho foi a produ\u00e7\u00e3o do disco e do show do cantor Fernando Ordones), toco na noite toda sexta e s\u00e1bado na banda Hot Rocks (Classic Rock), toco em cerim\u00f4nias de casamento no grupo Abadia St. Petters, toco com a cantora de jazz &amp; blues Misty, toco num trio ac\u00fastico toda ter\u00e7a e domingo (Trio Certo Diabos), ou seja, num \u00fanico dia, posso estar tocando Ave Maria na Igreja a tarde e Highway To Hell no bar a noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A presen\u00e7a do teclado no disco nos remete as bandas de rock progressivo. Era essa a inten\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com certeza. Sempre fui f\u00e3 de rock progressivo e de timbres de Moog, Mellotron e Hammond. Como sou bacharel em viol\u00e3o erudito e sou um guitarrista de rock, \u00e9 natural que o rock progressivo fizesse parte da minha influ\u00eancia musical. Inclusive meu interessei pelo viol\u00e3o erudito foi ouvindo Yes, King Crimson, ELP, Genesis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os guitarristas que tinham influ\u00eancia erudita e que eu admirava eram Randy Rhoads, Blackmore, Steve Howe e Steve Hackett.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 na faculdade que tive acesso e pude estudar e apreciar Segovia, John Williams, Ralph Towner, Paulo Belinatti, Albeniz e outros mestres.<a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC_3301.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3297 alignright\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC_3301.jpg\" alt=\"DSC_3301\" width=\"258\" height=\"389\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Em \u201cBai\u00e3o de 2\u201d, o solo possui o que pareceu um acordo entre Steve Morse e Blackmore, pela flu\u00eancia t\u00e9cnica e a sonoridade. Esses s\u00e3o caras que te influenciaram? Quem mais?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o Steve Morse, eu me identifico com ele pela variedade de estilos. Principalmente na \u00e9poca da Steve Morse Band. No Deep Purple eu n\u00e3o gosto tanto. Mas o cara manda muito no country, jazz, rock, blues, erudito. Blackmore foi um dos primeiros virtuose s da guitarra el\u00e9trica. A clareza e a velocidade que ele tinha nos anos 70 eram absurdas. Vi um document\u00e1rio da s\u00e9rie \u201cClassic Albums\u201d do Machine Head, com a pista separada do canal de guitarra, e nessa hora vi o quanto Blackmore \u00e9 um g\u00eanio. No Jap\u00e3o tem um bar chamado Blackmore, onde os frequentadores s\u00e3o fan\u00e1ticos pelo guitarrista, onde existe um verdadeiro culto. O document\u00e1rio \u201cGlobal Metal\u201d mostra como funciona esse bar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente meus guitarristas preferidos s\u00e3o: Terje Rypdal, Ralph Towner, John Mclaughlin, Carl Verheyen, Eric Johnson, SRV, Larry Carlton, Allan Holdsworth e George Benson. Mas no come\u00e7o foram Randy Rhoads, Van Halen, Trevor Rabin, Steve Lukather, Adrian Smith, Page, Beck, Hendrix e Clapton, que continuo amando e s\u00e3o como velhos amigos. \u00c9 sempre um prazer ouvir novamente!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica boa est\u00e1 al\u00e9m dos r\u00f3tulos. Eu me considero um guitarrista de rock, mas comecei tocando chorinho no cavaco, tive aulas com um mestre no fusion, me formei em viol\u00e3o erudito e improvisa\u00e7\u00e3o de jazz na ULM. Minha filosofia \u00e9 ter a disciplina do erudito, improvisa\u00e7\u00e3o do jazz, feeling do blues, harmonia da MPB e a pegada do rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Como foram constru\u00eddos os arranjos do disco?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00fasicas mais el\u00e9tricas nasceram de riffs que acabaram se desenvolvendo nas jam sessions, pois gosto da intera\u00e7\u00e3o com outros m\u00fasicos, acho que n\u00e3o adianta voc\u00ea compor a m\u00fasica inteira no computador. A chance de ficar uma porcaria na hora de tocar ao vivo \u00e9 grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00fasicas ac\u00fasticas nasceram a partir de progress\u00f5es harm\u00f4nicas e em forma de pequenos estudos baseados em fundamentos te\u00f3ricos. Foi um processo mais cerebral e a ideia era fazer uma composi\u00e7\u00e3o mais sofisticada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessas m\u00fasicas eu n\u00e3o tive a preocupa\u00e7\u00e3o em querer tocar ao vivo, por isso pude experimentar e ousar mais nos arranjos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sobre os solos, prevaleceu o improviso ou rolaram alguns solos \u201cplanejados\u201d?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os solos foram a \u00faltima parte do processo criativo. Estava mais focado nas composi\u00e7\u00f5es e no arranjo em geral. Mas o m\u00e9todo que eu utilizo para a composi\u00e7\u00e3o de solos \u00e9 planejar o come\u00e7o e fim e no meio eu deixo alguns espa\u00e7os para improvisar. Isso mant\u00e9m o equil\u00edbrio entre uma ideia arquitetada e uma ideia espont\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O solo da \u201cFast Kelly\u201d n\u00e3o tinha um solo definido, mas como eu fiz h\u00e1 muito tempo e j\u00e1 toquei em tantos shows, o solo acabou nascendo sozinho e quando me dei conta, sempre estava fazendo o mesmo solo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 incr\u00edvel como tem solos que se transformam numa m\u00fasica dentro da m\u00fasica e voc\u00ea n\u00e3o consegue mais se livrar dele. A m\u00fasica \u201cLittle Cry\u201d eu criei na hora da grava\u00e7\u00e3o, fiz uns tr\u00eas takes e escolhi o melhor, mas a maioria dos solos eu cheguei no est\u00fadio com uma ideia pr\u00e9 concebida e com espa\u00e7os para improvisar na hora da grava\u00e7\u00e3o.<b><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Quem s\u00e3o os m\u00fasicos que gravaram com voc\u00ea?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As participa\u00e7\u00f5es especiais foram do Michel Leme, que participou na m\u00fasica \u201cSunrise\u201d e Mello Jr. que fez os solos da \u201cBeautiful Morning\u201d. O Fernando Porto gravou a bateria, Bruno Ladislau e Emerson Marciano gravaram o baixo, Rene Sanches e Marcio Porto gravaram o teclado e Henrique Celso gravou a percuss\u00e3o.<a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_5539.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3308 alignleft\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_5539.jpg\" alt=\"IMG_5539\" width=\"443\" height=\"296\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Quais guitarras e efeitos voc\u00ea utilizou? E os amplificadores?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guitarras da Music Maker (LPS, STK e LTD), minha velha Fender 1974 e uma Fender Eric Clapton Signature. Amplificadores Bogner Shiva e Music Maker MM-50 na m\u00fasica \u201cBeatiful Morning\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usei poucos efeitos, apenas um Delay da Maxon AD-999 Pro, um Ebow, um Talk Box Banshee da Rocktron e o resto foram obtidos pela satura\u00e7\u00e3o do amplificador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segredo mesmo foi na hora de microfonar. Achar o posicionamento correto dos microfones faz toda a diferen\u00e7a, al\u00e9m da ac\u00fastica da sala. Usamos um AKG4400 para ambi\u00eancia, um Shure SM-57 perto do falante. Em algumas ocasis\u00f5es, usamos um AKG 3000 no falante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Testamos v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es de caixas e falantes. No final optei por uma caixa 2X12 Celestion Vintage 30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Como est\u00e1 sendo feita a divulga\u00e7\u00e3o e como tem sido a recep\u00e7\u00e3o da galera em rela\u00e7\u00e3o ao repert\u00f3rio do CD?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A divulga\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito boa. O disco est\u00e1 sendo distribu\u00eddo mundialmente pela Die Hard Records (www.diehard.com.br). Fiz um show do CD no Guitar Week, que foi um dos maiores eventos de guitarra j\u00e1 feitos no Brasil, realizado pela Music Maker Custom Guitars, fiz o show de lan\u00e7amento no Caf\u00e9 Piu Piu com v\u00e1rios convidados, fiz v\u00e1rios workshops divulgando o CD, entrevistas em diversos programas de web tv, radio, sites especializados e v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es na Expo Music 2012, um pouco antes do CD ser lan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Que recado voc\u00ea pode deixar pra galera que pensa em lan\u00e7ar um trabalho pr\u00f3prio?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre encorajo os guitarristas a terem um material pr\u00f3prio com m\u00fasicas autorais, independente do retorno financeiro. Somente dessa forma \u00e9 poss\u00edvel obter respeito e visibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dias de hoje, muitos acham que n\u00e3o vale a pena o esfor\u00e7o, o investimento e o tempo perdido. Eu conhe\u00e7o m\u00fasicos fant\u00e1sticos que impressionam, mas que n\u00e3o tem espa\u00e7o e ningu\u00e9m conhece justamente por n\u00e3o ter um trabalho pr\u00f3prio. Tocar na noite, em banda cover, acompanhando artistas, fazendo jingles e grava\u00e7\u00f5es \u00e9 muito bom para o aprendizado, experi\u00eancia, fazer contatos, ganhar novos alunos, ter oportunidades e principalmente, pagar as contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tocar bem muita gente toca, mas ser respeitado e admirado por outros m\u00fasicos e profissionais da \u00e1rea, s\u00f3 tendo um trabalho pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase ningu\u00e9m faz isso, mas os que colhem mais frutos s\u00e3o os poucos que se aventuram nessa jornada.<\/p>\n<div class=\"fitvids-video\"><iframe loading=\"lazy\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mKbu4ZsF8zs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma longa carreira no mercado nacional, seja como professor, transcripter, com sua banda Hot Rocks, Kl\u00e9ber sempre est\u00e1 acompanhado<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/336"}],"collection":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=336"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":337,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/336\/revisions\/337"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/40"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}