
{"id":237,"date":"2013-01-12T19:33:24","date_gmt":"2013-01-12T19:33:24","guid":{"rendered":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=237"},"modified":"2015-09-11T19:36:05","modified_gmt":"2015-09-11T19:36:05","slug":"o-estilo-insano-e-bizarro-de-mathias-ia-enklundh-por-alexandre-bastos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/?p=237","title":{"rendered":"O Estilo Insano e Bizarro de Mathias \u201cIA\u201d Enklundh (por Alexandre Bastos)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/matias-460x261.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-238\" src=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/matias-460x261.jpg\" alt=\"matias-460x261\" width=\"460\" height=\"261\" srcset=\"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/matias-460x261.jpg 460w, http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/matias-460x261-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>O guitarrista sueco esteve no Brasil, por raz\u00e3o da ExpoMusic 2011. Dono de um estilo peculiar\u00edssimo de tocar que rendeu elogios de ningu\u00e9m menos do que Steve Vai, este sueco (pais que gerou ou- tros mitos da guitarra como John Norum, Yngwie J. Malmsteen entre outros) brindou os brasileiros com suas loucuras no instrumento, seja em timbres ou em novas abordagens t\u00e9cnicas.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Com sua banda, o Freak Chicken e suas divis\u00f5es r\u00edtmicas intricadas, harmonias malucas e criativas e vocais divertidos, o guitarrista se tornou uma esp\u00e9cie de unanimidade e coqueluche no univer- so da guitarra rock p\u00f3s anos 1990.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Muito simp\u00e1tico extremamente aces- s\u00edvel e dono de uma personalidade leve e divertida, Mattias \u201cIA\u201d conversou com Alexandre Bastos sobre sua carreira, influ\u00eancias, m\u00e9todo de composi\u00e7\u00e3o, m\u00fasica, formas de estudo, dicas e como funciona a sua personalidade musical.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mattias, esta \u00e9 sua primeira visita ao Brasil, fale um pouco de sua carreira, experi\u00eancia musical, forma\u00e7\u00e3o e influencias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem eu sou um sueco maluco (risos), tenho tocado h\u00e1 vinte e dois anos. Sobre minha experi\u00eancia musical, eu comecei a tocar bateria com seis anos de idade e mudei para a guitarra com treze anos de idade. Ap\u00f3s isso, eu abandonei a escola com dezesseis anos, pois ficava tocando guitarra dez horas por dia. Eu tenho to- cado com minha banda, o Freak Chicken com o meu colega Jonas Hellborg (baixista que tocou com o guitarrista Shawn Lane em seus \u00faltimos anos de vida) e, al\u00e9m disso, tenho meu projeto Freak\u00a0Guitar lan\u00e7ado pelo selo Favored Nations (dirigido por Steve Vai). Estou adorando o Brasil, a garotada \u00e9 muito interessada e j\u00e1 tem descoberto muita coisa sobre meu trabalho. Hoje, minha discografia tem tr\u00eas \u00e1lbuns com minha banda e um disco de meu projeto solo. Para o pr\u00f3ximo ano pre- tendo lan\u00e7ar mais tr\u00eas \u00e1lbuns do Freak Chicken e mais um de meu projeto solo.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea chamou aten\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio guitarr\u00edstico desde seu primeiro disco. Daquela \u00e9poca para c\u00e1, voc\u00ea sentiu sua evolu- \u00e7\u00e3o e amadurecimento musical? Como voc\u00ea enxerga isso e o que gostaria de agregar ao estilo de tocar e do que sente falta ultimamente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre procuro fazer coisas novas, acredito que \u00e9 isso que me move a tocar. Na verdade \u00e9 uma linha muito t\u00eanue entre fazer algo completamente rid\u00edculo ou algo com- pletamente novo. Eu busco sempre e pos- so fazer coisas diferentes, mas n\u00e3o fico em duvida se \u00e9 bom ou n\u00e3o, eu apenas tento. Eu acho importante ser um bom guitarrista, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, \u00e9 importante tamb\u00e9m ter uma marca pessoal no que se faz, ou seja, ter uma marca pessoal. Uma das coisas que mudaram muito a minha vida seja como m\u00fasico e seja como pessoa, foi ter visita- do a \u00cdndia. H\u00e1 sete anos, visitei o pa\u00eds pela primeira vez e fiquei impressionado com a cultura, com a m\u00fasica e com os m\u00fasicos. Todas aquelas tonalidades e divis\u00f5es r\u00edtmicas, abriram portas enormes para que eu ficasse ainda mais inquieto para buscar novas sonoridades na guitarra. O meu pr\u00f3ximo disco ter\u00e1 uma mistura disto tudo, al\u00e9m de experimentos com sons ac\u00fasticos e el\u00e9tricos, sons eletr\u00f4nicos e etc. Enfim ser\u00e1 uma grande bagun\u00e7a sonora (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em todos os lugares em que passa voc\u00ea deixa sua marca pessoal, tanto na m\u00fasica como na personalidade, que alias \u00e9 muito leve e divertida. Como voc\u00ea encara a m\u00fasica, a vida e a guitarra?<\/strong><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ser sincero, eu n\u00e3o me importo muito com a guitarra, porque eu tenho um t\u00e9cnico que cuida do meu instrumento. Tamb\u00e9m tenho um luthier que desenvolve o instrumento para mim. Resumindo, sou feliz por ter pessoas que preparam o instrumento para mim. O que eu gosto mesmo \u00e9 de escrever compo- si\u00e7\u00f5es, isso me da muito prazer, ainda mais agora que tenho as guitarras que s\u00e3o adaptadas para manter a afina\u00e7\u00e3o de maneira precisa, sinto que \u00e9 muito mais divertido e interessante tocar guitarra. Isso faz, pelo menos \u00e9 o que sinto, o instrumento ganha vida. E com essa guitarra que esta ajustada, tocar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 guitarra, mas uma celebra\u00e7\u00e3o da vida e \u00e9 como tocar outros instrumentos como teclados, banjos, ukelele e enfim. Para mim \u00e9 o que me move e o que me traz prazer.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vi alguns v\u00eddeos de clinicas suas em al- guns pa\u00edses da Europa, como It\u00e1lia entre outros, onde sua forma de demons- trar sua t\u00e9cnica e como consegue seus timbres \u00e9 bem divertida e interessante. Fale um pouco como consegue ter estas ideias inovadoras para conseguir novos sons e novas abordagens?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Agradecendo e rindo) Eu tento n\u00e3o planejar o que vou demonstrar e acabo sempre improvisando. Meu maior prazer \u00e9 improvisar. Por ter a condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o planejar o que vou fazer, acabo sempre mantendo o frescor ao tocar, por\u00e9m esse frescor tamb\u00e9m acaba levando a momentos de tens\u00e3o, mas o resultado acaba sempre sendo bom por manter a novidade ao tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem algum processo ou metodologia para compor? Voc\u00ea segue alguma regra para isso, ou as composi\u00e7\u00f5es surgem de coisas inusitadas?<\/strong><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tento sempre me afastar de qualquer regra e fa\u00e7o quest\u00e3o de me impor isso. Uma das dicas que posso dar para quem quer compor, principalmente heavy metal, \u00e9 manter-se afastado o m\u00e1ximo poss\u00edvel do heavy metal. Desta forma, a possibilidade de se compor coisas parecidas com outras m\u00fasicas \u00e9 praticamente nenhuma. Sempre escuto outros g\u00eaneros como country, m\u00fasica cl\u00e1ssica, m\u00fasica indiana entre outros. As minhas composi\u00e7\u00f5es n\u00e3o surgem de um \u201cm\u00e9todo\u201d, eu simplesmente sento com minha guitarra, ligo o gravador e registro o que gosto e a partir dai, escrevo as composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conte mais sobre a concep\u00e7\u00e3o de seu modelo de guitarra, pois ela causa mui- ta curiosidade, principalmente por man- ter a afina\u00e7\u00e3o de forma t\u00e3o precisa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha guitarra \u00e9 instrumento incr\u00edvel, feito no Jap\u00e3o pelo luthier Itaro Kano, um\u00a0grande amigo e um g\u00eanio que me proporcionou um modelo de guitarra absoluto e sensacional. Como\u00a0disse anteriormente, com essa guitarra eu tenho prazer ao tocar porque particularmente eu sempre\u00a0me preocupei muito com a qualidade das guitarras. E esse instrumento me proporciona esse prazer\u00a0e essa celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Como surgiu o contato com Ste- ve Vai e Favored Nations? Voc\u00ea se sente realizado por estar em uma gravadora onde tem total liberdade art\u00edstica e n\u00e3o sofre press\u00e3o alguma para compor um disco \u201ccomercial\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Steve Vai entrou em contato comigo a aproximadamente h\u00e1\u00a0onze anos. De inicio eu n\u00e3o acreditei que isso poderia acontecer, tanto que quase nem respondi ao seu contato. Steve insistiu dizendo \u201cCara, adoro sua m\u00fasica.\u201d Steve \u00e9 um chefe incr\u00edvel e um dono de gravadora exemplar. Estou muito feliz por fazer parte do cast da gravadora, pois Steve Vai nos d\u00e1 total liberdade para fazermos a nossa m\u00fasica e isso para mim \u00e9 essencial. Sinto-me realizado por estar ao lado de guitarristas como Allan Holdsworth, Steve Lukather, Andy Timmons, Tommy Emmanuel entre outros.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje voc\u00ea tira uma ou duas semanas por ano para ministrar um curso de guitarra voltado somente sobre a forma que comp\u00f5e e toca. Como \u00e9 para voc\u00ea dividir com pessoas do mundo inteiro sua maneira \u00fanica de tocar? E como pessoas interessadas aqui no Brasil podem participar deste curso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade o Freak Guitar Camp dura tr\u00eas semanas e recebo gente do mundo inteiro, inclusive do Brasil, que est\u00e3o\u00a0interessadas na minha maneira de tocar. Tamb\u00e9m aprendo muito com eles, al\u00e9m de me divertir bastante, pois adoro ensinar. Nos \u00faltimos doze anos, eu sempre reservo duas ou tr\u00eas semanas durante o ver\u00e3o para realizar o Freak Guitar Camp e isso fez com que o Camp virasse uma institui\u00e7\u00e3o, ou seja, para mim \u00e9 obrigat\u00f3rio que tenha este evento. Al\u00e9m disso, o ambiente onde acontece o evento \u00e9 muito propicio para isso, pois n\u00e3o temos telefone, internet, computador ou qualquer outra coisa que nos distraia do estudo. O curso sempre \u00e9 realizado no interior da Su\u00e9cia e fica a aproximadamente a quinze minutos de\u00a0minha casa, onde\u00a0os alunos tem\u00a0acesso ao campo,\u00a0a um lago, contato\u00a0com a natureza e\u00a0consigo mesmo, e\u00a0para quem quer estudar guitarra, isso\u00a0\u00e9 primordial. Resumindo, a chave do curso \u00e9 foco.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muita gente, principalmente alunos est\u00e3o sempre nos perguntando como, quando e o que estudar. Todos n\u00f3s desenvolvemos uma rotina de estudos, que de certa for- ma \u00e9 eficaz para n\u00f3s durante um tempo. O que voc\u00ea recomendaria para quem deseja estudar de maneira s\u00e9ria o instrumento? E qual \u00e9 hoje sua rotina de estudos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu n\u00e3o tenho uma rotina de estudos. Sou disciplinado, mas n\u00e3o sigo uma \u201cbula\u201d para estudar e o que mais gosto de fazer \u00e9 de escrever m\u00fasica e registrar minhas ideias. Como sempre estou viajando, procuro manter sempre um caderno de anota\u00e7\u00f5es e registros em v\u00eddeo ou \u00e1udio do que vejo e vivencio por meio destas viagens.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea tem ouvido hoje que tem te inspirado a compor e a estudar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho ouvido muito musica indiana. Os m\u00fasicos indianos que tocam citara me inspiram muito e isso me impulsiona a estudar e descobrir coisas novas. Tamb\u00e9m gosto de Dean Martin, Frank Sinatra (gargalhadas gerais) e muita musica diferente. Ajuda a manter a distancia e a procurar coisas novas para a m\u00fasica que fa\u00e7o e uma regra que tenho \u00e9 nunca ouvir heavy metal, justamente para n\u00e3o ser influenciado e poder manter o frescor nas minhas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem interesse e j\u00e1 ouviu mu- sica brasileira? Caso tenha ouvido, quais os aspectos que mais lhe chamaram aten\u00e7\u00e3o na nossa m\u00fasica e se j\u00e1\u00a0ouviu o trabalho de algum guitarrista de nosso pa\u00eds?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestes \u00faltimos anos tenho ouvido algumas coisas por aqui e por acol\u00e1 e o que acho muito interessante \u00e9 que o brasileiro tem uma sonoridade muito natural na guitarra. Gosto sempre de descobrir mais sobre isso, pois sou um curioso nato. Quanto a trabalhar com um guitarrista brasileiro, sinceramente, se tivesse opor- tunidade, porque n\u00e3o. Sou muito amigo do Kiko Loureiro que inclusive mora agora na Escandin\u00e1via e que tamb\u00e9m j\u00e1 participou de algumas edi\u00e7\u00f5es do Freak Guitar Camp. Gostaria de ter mais acesso aos trabalhos de outros guitarristas brasileiros, pois acredito que isso possa agregar mais elementos a minha m\u00fasica.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 o seu equipamento e o que tem usado ultimamente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho usado o mesmo equipamento desde 1996 e ele \u00e9 bem simples. Amplificadores e Caixas Laney (Mattias n\u00e3o soube especificar o modelo), as guitarras que s\u00e3o feitas para mim, os cabos Santo \u00c2ngelo e quanto a pedais, eu uso apenas um pedal de volume, n\u00e3o uso efeito algum. Todos os sons que extraio v\u00eam das cordas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea extrai o seu som de drive?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o uso drive, apenas aumento o volume do amplificador e deixo a guitarra e as cordas fazerem o resto.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tenho que comentar sobre um assunto bastante intrigante. Cren\u00e7as, convic\u00e7\u00f5es e f\u00e9. Eu acredito de maneira convicta e irrefut\u00e1vel que todo o m\u00fasico tem, de certa forma, uma sensibilidade mais desenvolvida que a maioria das pessoas que n\u00e3o trabalham com arte, seja ela qual for. Voc\u00ea cr\u00ea nisso? Como sua f\u00e9 influi na maneira de compor, de encarar e viver a vida, a m\u00fasica e principalmente a sua m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uau, esta \u00e9 uma quest\u00e3o muito interessante. Na verdade \u00e9 a melhor pergunta que ouvi nos \u00faltimos dez anos. De fato isso \u00e9 uma quest\u00e3o muito grande, e u uma f\u00e9 muito forte, mas n\u00e3o \u00e9 algo religioso ou de religiosidade. Para mim a m\u00fasica \u00e9 divina, \u00e9 algo supremo porque traz um bem estar enorme a minha alma. Sendo sincero eu n\u00e3o me importo com s\u00edmbolos religiosos, denomina\u00e7\u00f5es, B\u00edblia e estas coisas. Pe\u00e7o desculpas por isso e respei- to muito quem segue a risca estas coisas, mas para mim o que importa de fato \u00e9 a f\u00e9 que tenho em meus valores. Eu acredito que a m\u00fasica pode melhorar as pessoas e o mundo inteiro, pois a m\u00fasica tem um poder t\u00e3o grande que n\u00e3o creio que algu\u00e9m n\u00e3o possa ser tocado e transformado por ela. Tenho uma experi\u00eancia interessante, eu estava terminando uma turn\u00ea nos Estados Unidos e em uma viagem, pegamos uma forte turbul\u00eancia durante o voo e o passageiro atr\u00e1s de mim teve um ataque card\u00edaco e foi um verdadeiro terror, as pessoas entrando em p\u00e2nico e tal. Minha atitude foi pegar meu Iphone, selecionar uma musica de piano, colocar nos ouvidos e relaxar e me acalmar enquanto todo aquele terror passasse. Para mim a vida sem musica n\u00e3o tem sentindo algum, n\u00e3o \u00e9 transparente. Tanto que li um livro de Nietzsche que ele cita as suas cartas para me inspirar a escrever o novo \u00e1lbum, pois ele tamb\u00e9m disse que sem m\u00fasica a vida seria um erro. Frank Zappa j\u00e1 dizia que a vida sem m\u00fasica era apenas datas para pagamento de contas (risos).<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Para pontuar esta entrevista, diga-nos suas impress\u00f5es sobre o cen\u00e1rio guitarr\u00edstico de nosso pa\u00eds e quais as dicas e sua mensagem final para os leitores.<\/strong><\/p>\n<p>Bem o que posso recomendar \u00e9 que cada um crie o seu pr\u00f3prio bigode (gargalhadas incontidas) e vai moldando a partir de suas pr\u00f3prias necessidades. Isso pode trazer mais benef\u00edcios do que seguir modelos j\u00e1 propostos por outros. Nada contra estudar os licks do Kiko Loureiro, os meus, do Yngwie Malmsteen e etc. Isso n\u00e3o \u00e9 importante, o que realmente vai fazer diferen\u00e7a, \u00e9 quando se busca a pr\u00f3pria linguagem e fazer as coisas do seu jeito, buscando sua identidade, sua impress\u00e3o digital. Um grande abra\u00e7o a todos.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0www.freakguitar.com<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O guitarrista sueco esteve no Brasil, por raz\u00e3o da ExpoMusic 2011. Dono de um estilo peculiar\u00edssimo de tocar que rendeu<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":238,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237"}],"collection":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=237"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":239,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237\/revisions\/239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/238"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/guitarexperience.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}